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08/05/2009 15:09
Manifesto da Puta Mutante
(pela VNS Matrix)
O vento atômico colhe suas asas e você é propelida para trás no futuro, uma entidade viajando no tempo através do falecido S20, um mostruário espacial, talvez um anjo alienígena, olhando para o fundo da garganta profunda de um milhão de catástrofes.
telaclarão de um milhãomilhão de máquinas conscientes
arde brilhante
usuários apanhados na ofensiva estática do fogo da portadora
despercebidos do download que escrevinha em suas rotinas crestadas
capturados num deleite epilético pós-real
coma código e morra
Arrastada para baixo por um vórtex de banalidade. Você acaba de perder o século vinte. Você está no limiar do milênio - qual - que diferença faz?
A dissolução cruzada é que é cativante. O contágio quente da febre do milênio funde retrô com futro, catapultando corpos com órgãos na tecnotopia...
onde o código dita o prazer e satisfaz o desejo.
Aplicativos pretensiosos adornam minha garganta. Eu sou cadeias de binários. Eu sou puro artifício. Apenas leia minhas memórias. Carregue-me em sua imaginação pornográfica. Escreva-me.
Identidade explode em formas múltiplas e infiltra o sistema pela raiz.
Partes inomináveis não íntegras curto-circuitam os programas de reconhecimento de código atirando agentes de vigilância no hiperespaço o qual cospe milhões de bits de dados corruptos enquanto estes são tomados por ataques de pânico esquizofrênico e viajam no terror.
E o que o novo milênio tem a oferecer às massas imundas sem modem? Água fresca onipresente? A simulação tem seus limites. Os artistas das nações oprimidas estão numa agenda paralela? Talvez seja só seleção natural?
A rede, a criança selvagem da puta-mutante partenogenética do papaizão mainframe. Ela está fora de controle, kevin, ela é o sistema emergente sociopático. Tranque suas crianças; chefia, amarre a boca da boceta e enfie um rato no rabo dela.
Estamos beirando o insano e os vândalos estão bombando.
Estenda meu fenótipo, criança, me dê um pouco daquela javamagia negra que você sempre alardeia. (Eu vou arreganhar meu modem). Os extropianos estavam errados, existem algumas coisas que você não pode transcender.
O prazer está na desmaterialização. A delegação do desejo.
Nós somos o acidente perverso que caiu no seu sistema enquanto você estava dormindo. E quando acordar iremos terminar suas ilusões digitais, seqüestrando o seu software impecável.
Seus dedos sondam minha rede neural. A sensação latejante nas pontas dos seus dedos são minhas sinapses respondendo ao seu toque. Não é química, é eletricidade. Pare de me acariciar.
Nunca pare de dedilhar meus buracos supurados, estendendo meus limites - mas no negaespaço não existem limites
MAS NO ESPIRAESPAÇO NÃO HÁ ELES
há somente *nós*
Tentando escapar ao binário eu entro na cromozona que não é uma
XXYXXYXXYXXYXXYXXYXXYXXYXXYXXYXXYXXYXXYXX
gênerofoda-me criança
resistir é inútil
me seduza me junte mapeie meu genoma ABANDONADO como seu projeto
artificialmente envolva-me
eu quero viver para sempre
carregue-me no seu futuro brilhante brilhante de PVC
CHUPE MEU CÓDIGO
Sujeito X diz que a transcendência jaz no limite dos mundos, onde agora e agora, aqui e acolá, texto e membrana impactam.
Onde a verdade evapora Onde nada é certo Não existem mapas
O limite é SEM PORTADORA, o choque súbito da ausência de contato, esticando-se para tocar mas a pele está fria...
O limite é permissão negada, visão dobrada e carne necrótica.
Onde a verdade evapora Onde nada é certo Não existem mapas
O limite é SEM PORTADORA, o choque súbito da ausência de contato, esticando-se para tocar mas a pele está fria...
O limite é permissão negada, visão dobrada e carne necrótica.
Erro na linha de comando
Pálpebras pesadas dobram-se sobre minhas pupilas, como cortinas de chumbo. Gelo quente beija minhas sinapses com uma pressa e(x/s)tática. Meu sistema é nervoso, neurônios gritando - espiralando rumo à singularidade. Flutuando no éter, meu corpo implode.
Eu me torno o FOGO.
Incendeie-me se tiver coragem.
© VNS Matrix, Abril de 1996
enviada por Fellini ?
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