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08/09/2003 08:55
"Deus Salve a América
O Diabo Salve Charles Bukowski"
Ereções,Ejaculações e exibicionismo
O Velho Buk, meu velho safado é de longe um dos meus escritores preferidos....escatologico, beberrão,cínico,marginal,anarquista,fuderoso, que transformou a propria vadiagem em arte e ejaculou sua prosa ferina nas coxas da literatura....escritor único.
Como disse Leonardo Rossato, alguns criticos teimam em colocar lado a lado com a turma dos Beatniks, mas Bukowski nada tem a ver com Kerouac e Ginsberg.Os Beats são filhos do surrealismo Francês,gostavam de Jazz e eram liberais sexualmente e o velho Buk (alem de adorar Mozart e Schoppenhauer)era um escritor solitario...era uma gangue sozinho.
mas muito já se disse sobre o velho Buk, vou poupar meu tempo,apesar de não gostar de postar textos longos na Escola o fato é indispensavel pra se entender o velho safado alem de que eu ter mais o que fazer!!!!
Beberrão, introspectivo, marginal, rabugento, brigão - Charles Bukowski era um sujeito de poucos amigos. Além da bebida, amava as mulheres e corridas de cavalo. Apesar desse perfil nada exemplar, escreveu romances deliciosos, arrancando da miséria e da estupidez momentos de raro lirismo e esculpindo cenas e situações que têm a contundência de um upper, aquele soco em cheio no queixo que desnorteia. Lucidez quase doentia no meio do caos, talvez por isso ele preferisse os gatos aos humanos.
Contradição marota, pois seus livros estão impregnados de humanidade até a medula. A publicação de trechos de seus diários, com anotações escritas às vésperas da morte, em 1994, revela um escritor reflexivo, atento aos detalhes do cotidiano como se formassem uma ópera burlesca, sem sentido, mas definitiva.
Os personagens de Bukowski parecem menosprezar o destino, tripudiar da sorte e ignorar a esperança. A vida acontece. É preciso enfrentá-la todos os dias, sem trégua, inventando um roteiro maldito que garanta um nível mínimo de suportabilidade. É impressionante como, mesmo estando tão distante da linguagem de Samuel Beckett, muitas vezes a gratuidade sonambúlica e a vaguidade abissal da existência retratada por Bukowski nos faz lembrar do tormento becktiano. Não é à toa que as referências a filósofos existencialistas, ou seus precursores, aparecem nas anotações. Nada mais avesso à filosofia do que a existência em seu desdobrar-se ininterrupto, no entanto tais pensadores podem ter algo interessante a dizer.
Diferente de Beckett, o autor de "Mulheres" tem um sarcasmo agressivo, demolidor de falsas verdades. Se Beckett cria uma linguagem, o escritor americano debocha dela (R.Damazio)
Perolas do velho safado:
"...sabia que tinha alguma coisa fora do lugar em mim. Eu era uma soma de todos os erros: bebia, era preguiçoso, não tinha um deus, idéias, ideais, nem me preocupava com política. Eu estava ancorado no nada, uma espécie de não-ser. E aceitava isso. Eu estava longe de ser uma pessoa interessante. Não queria ser uma pessoa interessante, dava muito trabalho. Eu queria mesmo um espaço sossegado e obscuro pra viver a minha solidão. Por outro lado, de porre, eu abria o berreiro, pirava, queria tudo e não conseguia nada. Um tipo de comportamento não se casava com o outro. Pouco me importava."
"Quando ando no meio de outras pessoas não me sinto bem. O que elas falam e o intusiasmo que demonstram nada têm a ver comigo. O mais curioso é que justamente quando estou na companhia delas é que me sinto mais forte. Me vem a idéia seguinte: se podem existir só com esses fragmentos de coisas, então eu também posso. Mas é quando estou sozinho e todas as comparações se reduzem a mim mesmo contra a história, contra o meu fim, contra as paredes, contra a minha própria respiração, que começam a ocorrer coisas estranhas. Sou um sujeito evidentemente fraco. Experimentei ler a bíblia, os filósofos, os poetas, mas para mim, de certo ponto, erraram de alvo. Ficam falando de uma coisa completamente diversa. Por isso há muito tempo desisti de ler. Encontro um pouco de conforto na bebida, no jogo e no sexo, e dessa forma me assemelho bastante a qualquer membro da comunidade, da cidade e do país; a única diferença é que não tenho o menor interesse em "vencer", constituir família, ter casa própria, um emprego respeitável etc e tal. Portanto, lá estava eu: sem ter nada de intelectual, de artista; nem tampouco as raízes redentoras do homem comum. Me sentia dependurado com uma espécie de rótulo indefinido e muito receio, sim, que isso marcasse o início da loucura."
"Mas, puta que pariu, eu preciso continuar alimentando as minhas neuroses e preconceitos porque é só o que eu tenho pra me defender. Não gosto de drograrias, nem de bares de universidade, de pôneis Shetland, da Disneylândia, de guardas que andam de moto, de iogurte, dos Beatles, do Charlie Chaplin, de persianas e daquela baita mecha de cabelo maníaco-depressiva que cai na testa do Bobby Kennedy..."
"O que eu queria era uma caverna no Colorado com provisões e bebidas para três meses. Limparia a bunda com areia. Qualquer coisa, qualquer coisa que me fizesse parar de afundar nessa existência tediosa, trivial e covarde."
"Nada estava em sintonia, nunca. As pessoas vão se agarrando às cegas a tudo que existe: comunismo, comida natural, zen, surf, balé, hipnotismo, encontros grupais, orgias, ciclismo, ervas, catolicismo, halterofilismo, viagens, retiros, vegetarianismo, Índia, pintura, literatura, escultura, música, carros, mochila, ioga, cópula, jogo, bebida, andar por aí, iogurte congelado, Beethoven, Bach, Buda, suicídio, roupas feitas à mão, vôos à jato, Nova Iorque, e aí tudo se evapora, se rompe em pedaços. As pessoas têm que achar o que fazer enquanto esperam a morte. Acho legal ter uma escolha."
"Não é o LSD que provoca o bode, foi a tua mãe, o teu presidente, a vizinha do lado, o sorveteiro de mãos sujas, um curso de álgebra e espanhol simultâneos, o fedor de uma latrina em 1926, um sujeito narigudo quando te disseram que todo narigudo é horrendo; foi o purgante, a brigada Abraham Lincoln, os bolinhos açucarados, Mutt & Jeff, a cara de Franklin Delano Roosevelt, os drops de limão, trabalhar numa fábrica dez anos e ser despedido por um atraso de cinco minutos, a megera que te ensinou História da América no 6º ano, o teu cachorro atropelado sem que ninguém depois te explicasse a coisa direito, uma lista de 30 páginas de extensão e três quilômetros de altura."
"Me alegrava não estar apaixonado e não estar de bem com o mundo. Gostava de me sentir estranho a tudo. As pessoas apaixonadas, em geral, se tornam impacientes, perigosas. Perdem o senso de perspectiva. Perdem o senso de humor. Ficam nervosas, tornam-se chatas, psicóticas. Podem virar assassinas."
Não foi intencional as fotos do velho Buk bebendo, mas todas as fotos do cara ele ta mamando...cool!!!!
e tam mais não...deu sede e ressaca só vendo meu velho Buk beber!!!

enviada por Fellini ?
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